segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cooperativas respondem por 6% da riqueza produzida no país


As cooperativas brasileiras respondem por cerca de 6% do produto interno bruto do país, número comparável ao da indústria automobilística. Elas atuam em 13 ramos de atividade —oito em cada dez são do setor de agronegócio.
No ano passado, o segmento arrecadou mais de 4 bilhões de reais com exportações, segundo a Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB). Para este ano, a estimativa é que as vendas ao exterior cresçam 10%. Por isso, as cooperativas vêm profissionalizando a gestão com pessoas com boa formação para a administração do negócio.


"As cooperativas precisam de líderes capacitados, que consigam posicioná-las de forma competitiva. Por isso, o setor tem buscado cada vez mais profissionais de mercado", diz Andrea Sayar, gerente de apoio ao desenvolvimento em gestão do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Pela legislação, as cooperativas devem ter um conselho administrativo composto por cooperados eleitos em assembleia. Eles tomam as decisões finais, mas os cargos de gerências executivas estão sendo preenchidos com gente do mercado. Profissionais de agronomia, veterinária, zootecnia, áreas ligadas à atividade agropecuária e direito cooperativo são muito procurados. "Percebo que o mercado opta por pessoas com formação no cooperativismo, com alinhamento filosófico", diz. É premissa que o profissional tenha um comportamento colaborativo e que saiba que as decisões são amplamente discutidas entre todos os cooperados antes de chegar à decisão final.

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, mantém um curso de graduação em cooperativismo há 40 anos. Hoje, ele é coordenado pela professora uruguaia Nora Beatriz Presno Amodeo. "As oportunidades [de emprego] chegam à universidade para que a gente divulgue para os alunos. A demanda é maior do que a oferta de mão de obra", diz. O mineiro Márcio Gomes da Silva, de 30 anos, se formou em cooperativismo e fez mestrado em extensão rural, ambos pela UFV. Fez estágio e trabalha no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata. Ele é o técnico responsável pela organização econômica e pelo acesso a mercados das cooperativas que assessora. "Não é difícil se colocar no mercado de trabalho. Há uma grande diversidade de áreas de atuação", diz. O recém-formado começa ganhando cerca de 2 300 reais.

O gerente de mercados da OCB, Evandro Ninaut, fez um levantamento, em 2009, no Ministério do Trabalho e no IBGE e constatou que, para uma mesma região, os salários pagos pelas cooperativas são maiores do que os pagos pelas empresas privadas para o mesmo cargo e função. O setor está contratando. A Coamo, cooperativa agropecuária, com sede em Campo Mourão, no Paraná, tem 5 100 funcionários e 23 000 cooperados.

Em média, recruta 80 profissionais por mês — só em julho foram 108 contratações. "Temos recrutado muitos engenheiros agrônomos, mas hoje há vagas bertas para desenhista, projetista de equipamentos industriais, mecânicos, eletricistas e, na área comercial, há duas vagas para traders", diz o gerente de recursos humanos, Jorge Carrozza. As perspectivas de carreira também são atraentes. O contador Alex Leal, de 35 anos, começou na Coamo como guarda-mirim aos 13 anos, passou a jovem aprendiz aos 15, formou-se em ciências contábeis aos 24, e a partir daí, foi de auxiliar de análise de crédito a analista de crédito até assumir o posto de chefe de departamento na CrediCoamo. "Quem se forma dentro da Coamo fica", diz Alex. Atualmente, 45 gestores da Coamo estão cursando o MBA in company, gestão em cooperativismo, pela Fundação Getulio Vargas.


Na Capal, cooperativa voltada à agroindústria em Araxá, Minas Gerais, são 80 funcionários e 1 250 cooperados. Todos os diretores executivos e gerentes são pós-graduados em cooperativismo e a empresa subsidia 50% da graduação e pós dos funcionários. A Coop, de Santo André, em São Paulo, conta com 1,5 milhão de cooperados e cerca de 4 000 funcionários. Em 2009, cresceu 13% e prevê crescer 17,2% em 2010. "Os cargos gerenciais são ocupados por gente formada na cooperativa", diz o gerente de comunicação, Edmilson Sena da Silva.

As cooperativas e associações devem servir como alternativa de trabalho e renda para pelo menos 3 milhões de pessoas neste ano.


Mesmo com a queda histórica do desemprego, empreendimentos da chamada economia solidária devem crescer em 2011 e ocupar cada vez mais trabalhadores interessados em participar da gestão de seus próprios negócios.
A previsão é de Fábio José Bechara Sanchez, secretário adjunto da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), ligada ao Ministério do Trabalho.

Segundo ele, dados preliminares de um levantamento que está sendo feito pela Senaes apontam um aumento de quase 100% na quantidade de pessoas ocupadas e também no número de iniciativas de economia solidária nos últimos quatro anos.
Na última pesquisa sobre o tema organizada pela Senaes, em 2007, existiam cerca de 22 mil organizações de trabalhadores coadministrando um negócio. Essas organizações ocupavam aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Ceará e da Bahia.
Já em 2011, além dos 3 milhões trabalhadores envolvidos nesses empreendimentos, a quantidade de iniciativas deve chegar a 40 mil. “Parcialmente, já dá pra ver que a economia solidária continua crescendo quantitativamente e qualitativamente”, diz Sanchez.
Marcelo Khedi Gomes Rodrigues, secretário-geral da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil), confirma o crescimento. Diz também que o aumento ocorre em todo país, distribuído por vários os setores da economia.
Só a Unisol Brasil, que assessora a criação de cooperativas, já tem 700 organizações associadas, nos 27 estados brasileiros e divididas em dez atividades: da agricultura familiar à reciclagem; da construção civil ao artesanato; da confecção à apicultura.
“A economia solidária está crescendo muito, principalmente em estados do Norte e Nordeste”, complementa Rodrigues. “Primeiro, ela apareceu como alternativa ao desemprego, mas já vemos pessoas aderindo a organizações por opção, por acreditar nas perspectivas.”
(da Abr)
Veículo: Diário do Grande ABC
Publicado em: 30/01/2011 - 11:06

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

S.O.S RIO DE JANEIRO - FAÇA SUA DOAÇÃO EM ILHÉUS

O SOS Rio está recebendo doações no Clube Social de Ilhéus até a próxima Segunda-Feira, pois sairá um caminhão na terça-feira para o Estado do Rio de Janeiro.

Solicitamos [Água mineral; Alimentos não-perecível; Roupas; Tênis, Sapatos, Chinelos, etc.]

(enviem os calçados amarrados um ao outro, pois pares perdidos na pilha de calçados perdem a serventia).

* Quem reside no Pontal e adjacências poderá entregar sua doação na sede da Cooperbom Turismo na Avenida Lomanto Junior 648 pela manhã e tarde até as 19hs.

Seja solidário, Faça sua Doação!

sábado, 8 de janeiro de 2011

COOPERBOM TURISMO CRIA CENTRAL DE RESERVAS E INFORMAÇÕES TURÍSTICAS EM ILHÉUS

*por Winston Meireles

Dentro de sua proposta de não somente reclamar das dificuldades mais partir para iniciativas necessárias à melhoria do tão criticado serviço turístico local, a Cooperbom Turismo já há algum tempo vem praticando ações para que saiamos desta inércia.

Agora, em mais uma de suas atividades proativas para este cenário, montou em sua própria sede uma central de reservas e informações turísticas.

Trata-se de apoiar aqueles visitantes que sem planejamento chegam ao município, muitas vezes - e são muitos – sem saber onde ficar e o que fazer para melhor aproveitar nossas atrações turísticas.

Utilizando-se de sua localização estratégica – logo após o primeiro sinal da Avenida Lomanto Júnior –, já que os visitantes têm que obrigatoriamente transitar por ali em visita às praia do sul, a CBT providenciou os cuidados necessários ao bom atendimento ao turista e colocou faixas indicativas na avenida, no intuito de alertar aos recém chegados sobre os serviços turísticos de seu interesse.

Mesmo tendo dificuldade de resposta, via internet, com a maioria dos hotéis e pousadas para que repasse suas tarifas da alta e da baixa estação, – mesmo pessoalmente há uma certa desconfiança e demora em atender ao pedido de informação, coisa típica do local pouco acostumado com qualquer tipo de organização nessa área - iniciou-se um trabalho de orientação turística.

Ainda que muitos empresários – a maioria desconfiados, como somos por aqui - ainda não percebam a utilidade dos serviços, trata-se, em verdade, de um enorme benefício à nossa comunidade e principalmente ao trade local.

Afinal, ao prestar o serviço de atendimento turístico ao nosso visitante, isso será útil:

Quanto ao turista:

1. Elimina sua aflição de chegar a um lugar desconhecido, sem o devido planejamento.

2. Ganha tempo e dinheiro que lhe seria necessário para perguntar às pessoas desconhecidas sobre o assunto ou ter que telefonar.

3. Ganha em segurança, qualidade e veracidade das informações.

4. Consegue com rapidez o local que mais poderá lhe ser útil e prazeroso.

5. Compatibiliza os preços com sua situação econômica.

Quanto ao trade turístico:

  1. Elimina o intermediário despreparado
  2. Faz o turista consciente do que lhe espera.
  3. Ordena os turistas facilitando-lhe o trabalho receptivo.
  4. Completa os aptºs ociosos de seu empreendimento.
  5. Segmenta a classe social dentro de seu adequado meio turístico.
  6. Capta o turista no local, impedindo que ele vá para outra região.
Quanto ao turismo regional:
  1. Elimina o intermediário despreparado que pode, até mesmo, denegrir a imagem de nosso turismo local.
  2. Dá idéia ao turista de organização e conforto.
  3. Colabora com bom marketing para a região.
  4. Faz crescer as chances da boa propaganda boca a boca.
  5. Aumenta as estimativas de que o turista queira ou possa voltar ao destino.

Vendo desta forma, nota-se claramente o quanto este tipo de serviço pode apoiar a melhoria dos diversos segmentos do turismo e todos nós ganharmos com isso.

As barreiras, muitas vezes, encontram-se no próprio empresário local. Muitos não colaboram com as informações necessárias, demorando em suas iniciativas. Mesmo sem perceber, por desconhecerem a importância deste trabalho e, por isso, não se abrirem aos benefícios da proposta.

O que é Importante mesmo, nessa hora, é que não se pode ficar limitado em só pensar nos benefícios pessoais – o que eu ganho nesse instante com isso? Muito comum em nosso local -, mas também e principalmente, nas vantagens indiretas, aquelas que são propostas à sociedade e ao nosso turismo regional a médio e longo tempo.

Difícil mesmo é fazer nossa sociedade local entender o que são benefícios indiretos e mais ainda o que são vantagens a médio e longo prazo, pois culturalmente – claro, não são todos – temos uma sociedade ainda individualista e imediatista, onde ainda nos encontramos bloqueados para o sentido da cooperação.

Mas um dia chegaremos lá, ou simplesmente veremos imperar a mesmice dos maus serviços e das reclamações que nos causam tantos impactos negativos.

* Winston Meireles - Diretor Presidente da Cooperbom Turismo é mestrando em Direção e Consultoria Turística pela Universidad Europea Miguel de Cervantes (Espanha), especialista em Direito Econômico e das Empresas (FGV) e Economia das Sociedades Cooperativas (UESC), Bacharel em Direito (UFRJ) e Ciências Contábeis (UNACAP), e Coronel da Reserva da Força Aérea Brasileira.